“Pensamento de Gorda”, existe?

De certeza que já ouviu dizer que há pessoas que comem para viver e outras que vivem para comer! Pois bem, pode não ser exatamente assim, mas é fundamental parar e pensar um pouco para perceber se o seu pensamento é de gorda ou de magra. É mesmo isso, será que existe “pensamento de gorda” e “pensamento de magra”?

É daquelas pessoas que quando têm fome conseguem imaginar o frigorífico a abrir, ainda antes de chegar a casa? Então não pare de ler este artigo!

Há teorias que defendem que as pessoas, independentemente da estrutura física, podem ter pensamento de gorda ou de magra. O importante é descobrir como “emagrecer” a forma de pensamento, caso contrário, mesmo que o seu corpo emagreça, o seu pensamento será sempre de gorda. Diga lá, só faltava esta: fazer uma dieta do pensamento.

Veja bem: uma pessoa que mude os hábitos e siga uma “dieta” por 3 meses ficará magra nesse período de tempo, mas o mais provável é que após esse período de restrição volte a engordar, pois a sua forma de pensar não mudou.

O bolo desapareceu!

Se o seu pensamento é “só estou a comer esta salada porque estou de dieta”, ou se falar de comida com termos carinhosos (bolinho, chocolatinho, presuntinho, …) então é um sinal de alerta. É altamente provável que o seu pensamento seja de gorda. Quando tem um bolo de chocolate em casa e começa a rondá-lo, a salivar, até que corta uma fatia e depois outra “bem fininha”, e em menos de um piscar de olhos já comeu o bolo todo, então pare e pergunte: tenho pensamento de gorda?

Quem tem pensamento de gorda normalmente não tem regras. Come o que bem entende, a qualquer hora e na quantidade que deseja. Outro comportamento típico é o de comer algo muito calórico, mas cortado aos pedaços: pedacinho aqui, pedacinho ali e lá vai uma tarte inteira!

A dieta da moda.

Se tem pensamento de gorda conhece todas as dietas da moda: a da maçã, a da lua, a do ananás, a do tipo sanguíneo, e por aí fora! Sempre que há uma novidade está em cima do acontecimento. Parece que funciona, mas nunca consegue chegar ao fim da dieta, ou quando consegue, vai comemorar o seu sucesso a comer “como se não houvesse amanhã”.

Sempre que resolve fazer dieta procura, em primeiro lugar, aquela que lhe promete resultados rápidos e sem grandes sacrifícios. Acontece que antes de começar a emagrecer, tudo serve de desculpa para adiar o início da dieta. É o aniversário de alguém; há um jantar de amigos no fim-de-semana; ou a célebre promessa de “segunda-feira é que vai ser!”. Só que essa segunda-feira nunca mais chega. Onde é que já viu isto?

Aquela margem para engordar!

Esta é muito comum! Como está a pensar perder 5kg, o melhor é perder 8kg e assim fica com margem para engordar um pouco depois da dieta. Só que a dieta ainda nem começou! Quem tem “pensamento de gorda” raramente faz a distinção entre a fome e a vontade de comer. Na verdade, sente sempre uma fome descontrolada!

Todas as razões são boas razões para… comer.

O estado emocional é também um fator determinante. Se está triste: come. Se está feliz: come. Se o dia correu mal: come. Se o dia correu bem: come também! A comida funciona quase como um prémio – “vou comer isto porque mereço” – e na verdade o prémio é uns quilinhos a mais.

Já entendi. E agora?

O certo está realmente em educar o seu pensamento. Tudo é possível ser trabalhado e, apesar de não haver espaço para muitas coisas numa “dieta”, há com certeza espaço para tudo num plano de reeducação alimentar para perder peso no corpo e no pensamento. Pense nisto!

Gostou deste artigo?
Então descarregue gratuitamente o livro digital:
“Criar uma dieta à minha medida!”